Após apresentar avanço no segundo trimestre, o mercado de trabalho voltou a perder fôlego no terceiro trimestre.  Mais especificamente, houve incremento no tamanho da força de trabalho na ordem de 29 mil novos indivíduos. Destes, cerca de 17 mil foram incluídos em algum tipo de ocupação, ao passo que outros 10 mil ficaram desocupados. Por conta disto, a taxa de desocupação avançou 0,4 p.p, passando de 12,2% para 12,6%. Mesmo quando descontados os fatores sazonais, permanece a elevação.

 

 

No que diz respeito à composição do mercado de trabalho, o terceiro trimestre registrou redução no número de indivíduos no setor privado, especialmente na modalidade com carteira assinada. Por outro lado, houve incremento substancial no segmento de trabalhadores por conta própria.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, os resultados são mais favoráveis. Embora haja elevação da taxa de desocupação, observa-se avanço nas ocupações em todos os segmentos. Ademais, o nível de ocupação apresenta crescimento mais expressivo. Portanto, o avanço na taxa de desocupação refletiu, em grande parte, o aumento na participação.

Por fim, na comparação com o terceiro trimestre de 2017, houve avanço de 0,4% no rendimento real dos ocupados. Este resultado reflete, em grande medida, o avanço observado no número de indivíduos no setor privado com carteira assinada e no setor público, cujos rendimentos são tipicamente superiores ao restante das posições.

 

Tabela 1 – Resultados mercado de trabalho – Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua Trimestral – Distrito Federal – 3º Trimestre de 2018

Fonte: PNAD Contínua Trimestral/ IBGE elaboração GECON CODEPLAN

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