O IPCA/Brasília encerrou 2018 com variação de 3,06%, abaixo da média nacional de 3,75% e virtualmente no limite inferior da meta de inflação (3,0%). Esse resultado pode ser creditado, em larga medida, ao menor avanço nos grupos Transportes e Habitação, que encerraram 2018 em 3,66% e 2,80%, respectivamente. Em ambos os casos, houve grande influência de itens importantes que recuaram no último bimestre do ano.

Tabela 1 – IPCA – Variação frente ao mês anterior e variação acumulada em 12 meses, por grupos – (%) – dezembro de 2018 – Brasil e Brasília

No grupo Transportes, ocorreu redução de 12% no preço da gasolina no acumulado de novembro a dezembro, consequência do recuo do preço do petróleo no mercado internacional e também da apreciação da taxa de câmbio. No grupo Habitação, por sua vez, a energia elétrica registrou queda de 2,2% no mesmo período, sob influência das mudanças na bandeira tarifária: vermelha patamar 2 para amarela em novembro; e verde em dezembro.

Na leitura mensal de dezembro, o IPCA registrou avanço de 0,32%. Em particular, contribuiu para o resultado as variações expressivas nos preços das passagens aéreas (29,1%) e de itens da alimentação como cebola (24,0%) e batata-inglesa (20,0%). Adicionalmente, o avanço de 0,8% no preço do plano de saúde, embora modesto, gerou impacto relevante no orçamento das famílias. Juntos, estes quatro itens foram responsáveis por 65% da inflação total no mês.

Gráfico 1 –  IPCA – Variação percentual acumulada em 12 meses – Brasil e Brasília – janeiro de 2016 a dezembro de 2018

Fonte: IBGE/ Elaboração Codeplan/GECON-Nupre

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