No mês de março, o IPCA de Brasília variou 0,93% em relação a fevereiro, quando havia registrado deflação de 0,18%. Trata-se da única região pesquisada pelo IBGE a registrar inflação mensal (0,93%) maior do que o acumulado no ano (0,80%). Note-se ainda que a inflação acumulada no ano para Brasília é a menor entre as regiões pesquisadas e é quase metade do acumulado para o país, de 1,51%. No entanto, o resultado no mês foi maior em Brasília do no país. São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre foram as regiões principais contribuições positivas para a inflação mensal do Brasil.

Gráfico 1 -Variação (%) mensal do IPCA – Brasil e Regiões Pesquisadas – março de 2019.

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

O grupo com maior contribuição para o resultado do mês foi Transportes: em Brasília, o grupo registrou variação de 1,94%, ao passo que na média nacional a variação foi de 1,44%. Mais especificamente, o avanço de itens como a gasolina (4,02%) e as passagens aéreas (7,83%) exerceu forte impacto sobre o índice havia registrado deflação de -2,85% no mês anterior. Vale ressaltar que estes itens apresentam peso bastante superior na cesta de consumo do brasiliense quando comparado à média nacional.

Gráfico 2 – IPCA – Variação mensal (%) e contribuição (pp) de cada grupo – Brasília/DF – março de 2019

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

Já o INPC – índice que mede a inflação das famílias com rendimentos entre um e cinco salários mínimos – registrou avanço de 0,72%. O valor, bem inferior ao registrado no IPCA (0,93%), deve-se ao fato de que os itens como gasolina e passagens aéreas – que estão entre os responsáveis pelo resultado do IPCA no mês – apresentam menor peso na cesta de consumo das famílias de renda mais baixa. Por outro lado, itens do grupo Alimentação e bebidas, cujos avanços foram mais pronunciados, exercem maior pressão para esta faixa. Entretanto, vale ressaltar que o valor foi próximo ao registrado na média nacional (0,77%) e, no acumulado do ano, apresenta o menor valor entre as regiões pesquisadas, com 0,9%.