O CAGED[1] do DF registrou o fechamento de 355 postos de trabalho em março de 2019. O desempenho foi ruim comparado ao saldo positivo de 3.744 vínculos, registrado em fevereiro e, também, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, quando foram criadas 1.284 vagas. Parte desse movimento pode estar atrelado ao menor número de dias úteis no mês de março, devido ao carnaval. Isso explicaria a concentração da criação de vagas em fevereiro. 

Gráfico 1 – Saldo da movimentação entre demitidos e admitidos – jan./2016 a mar/2019 – Distrito Federal


Fonte: Caged/Ministério da Economia; elaboração Codeplan

Todos os grandes setores da economia tiveram redução de vagas. Porém, em nível mais desagregado, não foram todos os segmentos que registraram mais desligamentos que admissões. Assim, no mês de março, destaca-se o avanço dos serviços médicos, odontológicos e veterinários, com abertura de 294 postos, comércio e administração de imóveis, valores mobiliários, serv. técnicos, com saldo de 284 vínculos e o segmento de ensino, com 152 novas vagas. Do lado negativo, cabe a menção aos serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, etc., com fechamento de 541 empregos, e ao comércio varejista, que segue em retração, com -378 postos de trabalho. A Agropecuária também mostra retração em empregos, com -79 vínculos, e a Indústria, após dois meses consecutivos com alta, apareceu fechando empregos, especificamente, na construção civil.

 Tabela 1 – Saldo da movimentação entre demitidos e admitidos – março de 2019 – Brasil e DF

Fonte: Caged/Ministério da Economia; elaboração Codeplan

No acumulado em 12 meses

No acumulado em 12 meses, o DF apresenta um saldo líquido de 15,943 vínculos empregatícios em março ante 17.582 em fevereiro de 2019. O resultado sugere uma desaceleração da recuperação no mercado de trabalho, continuando uma trajetória lenta.  Na análise agregada por grandes setores, Serviços é o setor que mais cria empregos, com saldo de 16.352 em 12 meses, sendo este o setor que mais emprega no DF.

Os segmentos Serviços médicos, odontológicos e veterinários e Com. e adm. de imóveis, valores mobiliários, serv. Téc. (atividades imobiliárias) foram responsáveis por grande parte do bom desempenho, com geração líquida de 8.222 e 6.823 postos formais, respectivamente. Já a Indústria voltou a registrar retração, com fechamento líquido de 186 postos. A agropecuária também apresenta saldo negativo, com 223 postos de trabalho formais fechado em 12 meses.

Cabe a menção de que o CAGED não registra a variação de empregos de servidores públicos estatutários.



[1] O CAGED é uma base de dados auto declaratória, com periodicidade mensal, de caráter preliminar. O CAGED oferece informações referentes ao mercado formal de trabalho, e não inclui dados de movimentação de servidores públicos.