No primeiro trimestre de 2019, a inflação em Brasília avançou em relação ao observado no último trimestre do ano passado – 0,80% ante 0,30%. Em particular, este movimento refletiu reajustes sazonais típicos do início de ano e também choques em setores específicos. Sob este aspecto, cabe destacar o avanço mais expressivo de itens do subgrupo alimentação no domicílio. Em contrapartida, vale mencionar o recuo de itens importantes para a cesta local, como passagens aéreas (-14,4%) e gasolina (-1,11%). Na comparação com as demais regiões pesquisadas pelo IBGE, Brasília permaneceu com o menor avanço no acumulado de janeiro a março. Já no acumulado em doze meses, a inflação segue abaixo do centro da meta perseguida pelo Banco Central. 

A expectativa do mercado é que a inflação no Brasil encerre 2019 em 4,0%, mesmo valor projetado no início do ano e abaixo do centro da meta definida em 4,25%.[1] Isto reflete a confiança dos agentes na reversão dos choques observados no primeiro trimestre. Entretanto, é importante ressaltar que o intervalo das projeções se deslocou, contemplando valores um pouco acima daqueles divulgados em janeiro. Em outras palavras, houve um ligeiro incremento na incerteza acerca das projeções. De toda maneira, dado que os núcleos seguem comportados e existe ampla capacidade ociosa na economia, a inflação não deve ser um vetor de preocupação este ano.

IPCA – Variação acumulada no trimestre (%) de cada grupo – Brasília – março de 2019.

Elaboração: Codeplan com dados do IBGE.

[1]   Boletim FOCUS do Banco Central do Brasil – Mediana das expectativas do mercado – 18 de abril de 2019.