No mês de maio, o IPCA de Brasília variou -0,05% em relação a abril, quando havia registrado alta de 0,77%. Foi a menor inflação mensal, junto com Rio de Janeiro, entre as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE, e em sentido oposto da inflação brasileira, de 0,13%. O resultado do mês para o Brasil surpreendeu o mercado que estava com expectativa de alta de 0,26% de acordo com o último boletim Focus[1]. Já a inflação acumulada no ano para Brasília voltou a ser a menor do país, bem abaixo do acumulado para o país, de 2,22%. A maior inflação mensal foi registrada em Rio Branco (0,67%) e a maior variação acumulada no ano é observada em Aracaju (3,22%).



O grupo com maior contribuição para o resultado do mês foi Habitação: em Brasília, o grupo registrou variação de 0,69%, ao passo que na média nacional a variação foi de 0,98%. Mais especificamente, o avanço de itens como o aluguel residencial (1,11%) e energia elétrica (1,11%) – devido a mudança de bandeira tarifária – exerceu forte impacto sobre o índice do grupo. Vale ressaltar que o aluguel residencial não apresentava aumento de mais de 1 ponto percentual desde 2016, e Brasília registrou a segunda maior variação mensal nesse item entre as regiões. A segunda maior contribuição foi do grupo Vestuário que registrou aumento de 0,95%, mais uma vez acima do IPCA para o grupo em nível nacional, que foi de 0,34%.

Contudo, o destaque do mês são as reduções de preços nos grupos Transportes e Alimentação e Bebidas. O primeiro grupo, com variação de -0,75%, registrou variação negativa das Passagens Aéreas (-12,74% e -0,26pp de contribuição), houve redução do preço dos automóveis novos (-1,07%) e dos serviços de conserto de automóvel (-0,84). A gasolina registrou alta de 2,46%.

Já o grupo Alimentação e bebidas, que vinha registrando variações muito elevadas, já havia arrefecido suas variações em abril com 0,28% de aumento, e, agora em maio, registrou queda de 0,5% no agregado, representando uma contribuição de -0,11 pontos percentuais para o resultado da inflação. Os principais itens para essa queda foram: Feijão carioca, -13,86%; Tomate, -9,24%; e Mamão, -19,92%. Parte desse resultado está relacionada à sazonalidade de alguns alimentos, e outra parte à redução das chuvas, típico do período do ano.

Diante do resultado de maio, o IPCA de Brasília acumula em doze meses, 4,00% (gráfico 3). Com isso, o IPCA de Brasília continua acomodado em patamares abaixo da meta de inflação perseguida pelo Banco Central em nível nacional (4,25%) para 2019. Já o Brasil registra inflação acima da meta, com 4,66% no acumulado em 12 meses. Destaca-se, portanto, que a inflação de Brasília continua sob controle, e se mantém abaixo da do país, que também se mantém comportada dentro do intervalo de tolerância.


[1] Boletim Focus, Banco Central do Brasil de 31 de maio de 2019.