Em abril, o volume de vendas do comércio varejista ampliado mostrou retração de 1,4%, descontados os efeitos sazonais. Tal resultado contrapõe a variação positiva do período anterior de 0,8%. Já, na comparação com abril de 2018, o comércio mostrou um aumento de 1,6%.

Desempenho em 12 meses

Com o resultado negativo no acumulado de 12 meses em abril essa base de comparação entra em seu nono mês consecutivo de retração. Isso indica que os efeitos da recessão continuam sendo sentidos no DF, ainda que este primeiro quadrimestre tenha mostrado melhor desempenho de vendas que o mesmo período de 2018.

Entre as categorias analisadas, três se destacam pela estabilidade e resultados positivos, sendo elas: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (11,1%) e Material de construção (6,3%) O gráfico abaixo mostra como são poucos os segmentos que estão em expansão, estando os demais em trajetória de queda desde antes de 2018.

Abaixo, está a tabela com as informações da variação mensal (abril de 2019 em comparação a abril de 2018) e da variação acumulada em 12 meses. Note-se que além dos três segmentos estáveis já citados, outros dois segmentos apresentaram variação mensal positiva comparada ao mês do ano anterior, Combustíveis e lubrificantes (6,1%) e Veículos, motocicletas, partes e peças (2,4%), o que contribuiu para o aumento dessa base de comparação no Distrito Federal (1,6% ante -5,1%).

Por fim, cabe mencionar que no Brasil, houve variação nula em relação a março. Mas, no acumulado em 12 meses, o índice registra avanço de 3,5%, consolidando a dinâmica antagônica entre o comportamento do comércio local e nacional observada recentemente.