No mês de junho, o IPCA de Brasília variou 0,13% em relação a maio, quando havia registrado redução de 0,05%. Foi a sétima maior inflação mensal entre as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE, sendo bem maior que a inflação brasileira, que foi estável de 0,01%. Já a inflação acumulada no ano para Brasília pela segunda vez é a menor do país, bem abaixo do acumulado para o país, de 2,23%. A maior inflação mensal foi registrada em Grande Vitória (0,54%) e a menor em Porto Alegre (-0,41%).

Gráfico 1 –Variação (%) mensal do IPCA – Brasil e Regiões Pesquisadas – junho de 2019

 Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

O grupo com maior contribuição para o resultado do mês foi Habitação: em Brasília, o grupo registrou variação de 0,37%, ao passo que na média nacional a variação foi de 0,07%. Mais especificamente, o avanço de itens como taxa de água e esgoto (3,23%), com o reajuste da CAESB, e aluguel residencial (0,82%) exerceu forte impacto sobre o índice do grupo. Vale ressaltar que estes itens apresentam peso relevante na cesta de consumo do brasiliense.

Gráfico 2 – IPCA – Variação mensal (%) e contribuição (pp) de cada grupo – Brasília/DF – junho de 2019

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

A segunda maior contribuição foi do grupo Saúde e cuidados pessoais registrou aumento de 0,53%, em consequência dos aumentos dos preços de produtos para pele, 4,39%, e alta mensal dos planos de saúde, de 0,8%, no Brasil, esse grupo subiu 0,64%. Em relação ao grupo Transportes, a alta de 0,18% adveio, de um lado, de um impacto elevado das passagens aéreas, com variação de 19,1%, e de outro lado, da redução de preços dos combustíveis (etanol -5,22% e gasolina, -4,33%) e de automóveis novos (-0,96%). Esse balanceamento entre os subitens resultou em um número positivo pro grupo, porém, baixo.

Já quando se olha para as quedas de preços, mais uma vez o grupo Alimentação e bebidas, apresentou deflação, após um início de ano com alta variação. Assim, no mês, a redução dos preços foi de 0,4%, tendo um impacto de 0,09 pontos percentuais negativos no índice de Brasília, o que segurou uma alta ainda maior. O item que mais se destaca é o feijão carioca, com queda de 19,29% nos preços.

Tabela 1 –  IPCA – 10 maiores e menores contribuições (pp) e respectivas variações mensais (%) por subitens – Brasília – junho de 2019

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

O IPCA de Brasília acumula em doze meses, 2,91%, uma redução de 1,1% em relação ao resultado de maio. Essa redução adveio da exclusão, no acumulado em 12 meses, da alta registrada no IPCA de junho de 2018, consequência da greve dos caminhoneiros. Com isso, o IPCA de Brasília que, em maio, estava próximo à da meta de inflação perseguida pelo Banco Central em nível nacional (4,25%), passa a estar mais próximo do limite inferior, de 2,75%. O mesmo movimento de queda pode ser visto no resultado do IPCA do Brasil, que havia ultrapassado a meta em maio, e agora em junho fechou o mês 3,37%. Em 12 meses, os grupos que se destacam em termos de variação na inflação de Brasília são Artigos de residência, 5,08%, Vestuário, 4,08%, e Educação, 3,92%.

Gráfico 3 – IPCA – Variação acumulada em 12 meses (%) por grupos de despesas – Brasília – junho 2019

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre