Os resultados da PNADC/T[1] para o Distrito Federal mostram que a taxa de desocupação recuou para 13,7% no 2º trimestre de 2019, ante 14,1% no trimestre anterior. Porém na série com ajuste sazonal houve crescimento da taxa, que ficou em 13,9% – 0,6 pp superior à registrada no trimestre anterior. Na comparação com o 1º trimestre de 2019 a taxa de desocupação cresceu 1,5 pp.

Esse resultado advém de movimentos contrários entre os ocupados. De lado negativo, o setor público apresentou redução de 15 mil trabalhadores em relação ao primeiro trimestre de 2019, tendo a maior queda em números absolutos, 4,7%. A posição de trabalhador familiar auxiliar apresentou variação de -10%, sendo a maior variação negativa nessa base de comparação. Do lado positivo, registrou-se avanço em todas as demais posições. Cabe destacar o avanço no setor privado. Entre os trabalhadores sem carteira foram 21 mil trabalhadores a mais que o registrado no primeiro trimestre de 2019, crescimento de 17,4%.  E, entre os com carteira, houve aumento de 9 mil trabalhadores (1,8%).  

Contudo, é importante notar que, apesar da redução no número de desocupados e do bom resultado em quase todas as posições, a taxa de desemprego, mesmo quando ajustada sazonalmente, ainda é a maior registrada desde 2016. Possivelmente por conta da taxa de participação, que é a maior observada desde o quarto trimestre de 2016, quando apresentou o mesmo resultado de 67,7%.

Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o número de desocupados aumentou, porém, o número de ocupados também cresceu. Isso implica que o crescimento das ocupações em 12 meses não foi suficiente para evitar a elevação da taxa de desemprego. Dentre as posições, o setor privado com carteira apresentou recuo de 28 mil trabalhadores (-5,1%) e a posição de trabalhador familiar auxiliar apresentou variação de -40%, resultando em 6 mil trabalhadores a menos.

Por fim, o rendimento médio registrou queda de 14,4% em relação ao trimestre anterior, possivelmente refletindo a diminuição no número de empregados no setor público – os quais apresentam rendimentos, em média, superiores aos demais grupos


[1] Realizada pelo IBGE, a PNADCT é uma pesquisa trimestral que produz informações contínuas sobre a inserção da população no mercado de trabalho associada a características demográficas. A pesquisa é realizada por meio de uma amostra de domicílios.