No mês de agosto, o IPCA de Brasília variou 0,08% em relação a julho, quando havia registrado 0,22%. Foi a sexta maior inflação mensal entre as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE, porém ainda abaixo da inflação registrada para o Brasil de 0,11%. Já a inflação acumulada no ano para Brasília, de 1,97% pelo segundo mês seguido foi a terceira menor do país, também abaixo do acumulado nacional de 2,54%. A maior inflação mensal foi registrada em Fortaleza e São Paulo, de 0,33%, e a menor em Aracaju, de -0,47%.

Gráfico 1 – Variação (%) mensal do IPCA – Brasil e Regiões Pesquisadas – agosto de 2019

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

O índice é resultado de influência positiva de dois grupos (Habitação e Artigos de residência) e da contribuição negativa de outros dois grupos (Transportes e Alimentação e bebidas). Assim, de um lado, o grupo com maior contribuição para o resultado do mês foi Habitação: em Brasília, o grupo registrou variação de 1,08%, e contribuição de 0,11pp. Os principais responsáveis foram energia elétrica, que teve mudança de bandeira tarifária de amarela para vermelha patamar 1, e o aluguel residencial. De outro lado, o gás de botijão teve redução de 8,17% nas refinarias, gerando uma queda no índice do item de Brasília de 0,75%. O segundo grupo com pressão de alta, Artigos de residência, teve impacto menor no IPCA, ainda que positivo de 0,06pp e variação de 1,51%. Móveis, refrigeradores e máquinas de lavar roupas foram os itens de maior contribuição.

De outro lado, a principal contribuição negativa que evitou o maior aumento do IPCA de Brasília foi do grupo Transportes. Novamente impactado pelas passagens aéreas, dessa vez com queda de 11,3% e contribuição de -0,27pp, o item tem peso maior em Brasília do que em outras regiões, e diante das grandes oscilações de preço, sempre aparece entre os destaques do mês, seja subindo de preços seja baixando. Além disso, agosto é um mês que em geral tem variações menores nas passagens, que possuem sazonalidade bem marcada.  Já a gasolina teve contribuição positiva, de 0,06pp, sendo um dos itens de destaque do lado da alta.

Gráfico 2 – Variação mensal (%) e contribuição (pp) de cada grupo – Brasília/DF – agosto de 2019

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

O segundo grupo com maior contribuição negativa, Alimentação e bebidas, registrou redução de 0,23% no índice e impacto de -0,05pp. Esse resultado advém de redução de preços nos produtos de alimentação no domicílio, como bata-inglesa, laranja-pera e tomate. Os subitens de maior contribuição, negativa ou positiva, podem ser encontrados na Tabela 1.

Tabela 1 –  IPCA – 10 maiores e menores contribuições (pp) e respectivas variações mensais (%) por subitens – Brasília – agosto de 2019

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

O IPCA de Brasília acumula em doze meses, 3,36%. Com isso, o IPCA de Brasília que, em julho estava abaixo do limite inferior, de 2,75%, do intervalo da meta de inflação perseguida pelo Banco Central em nível nacional (4,25%), voltou a patamar acima ainda que bem abaixo do centro da meta. Esse movimento pode ser entendido como a acomodação do choque ocorrido com o advento da greve dos caminhoneiros, em maio, que refletiu nos preços de maio, junho e julho de 2018. O movimento de alta também pode ser visto no resultado do IPCA do Brasil, que fechou o mês com 3,43%. Em 12 meses, os grupos que se destacam em termos de variação na inflação de Brasília são Artigos de residência, 5,08%, Vestuário, 4,08%, e Educação, 3,92%.

Gráfico 3 –  IPCA – Variação percentual acumulada em 12 meses – Brasil e Brasília – agosto de 2019

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

Gráfico 4 – IPCA – Variação acumulada em 12 meses (%) por grupos de despesas – Brasília – agosto 2019

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre