No mês de setembro, o IPCA de Brasília variou -0,17% em relação a agosto, quando havia registrado 0,08%. Foi a terceira maior deflação entre as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE, sendo que o Brasil também registrou número negativo de -0,04%. Esse resultado fez com que a inflação acumulada no ano para Brasília, tenha reduzido para 1,8%, registrando a segundo menor variação no ano entre as regiões, enquanto o acumulado nacional ficou em 2,49%. A maior inflação mensal foi registrada em Goiânia, 0,41%, e a menor em São Luís, -0,22%.

Gráfico 1 –Variação (%) mensal do IPCA – Brasil e Regiões Pesquisadas – setembro de 2019

 Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

O índice é resultado de contribuição negativa de dois grupos (Transportes e Alimentação e bebidas) e da influência positiva de outros dois (Saúde e cuidados pessoais e Vestuário). Assim, de um lado, dois grupos se igualam entre os com maior contribuição para o resultado do mês. Saúde e cuidados pessoais registrou variação de 0,53%, e contribuição de 0,05pp. Os principais responsáveis foram perfume, itens de produtos de beleza, e plano de saúde. Já o grupo Vestuário, registrou inflação de 0,77% e a mesma contribuição de 0,05 no resultado final do índice, com itens como blusa e calça masculina se destacando entre as contribuições positivas do grupo.

De outro lado, a principal contribuição negativa para o resultado do IPCA de Brasília foi do grupo Transportes. Novamente impactado pelas passagens aéreas, dessa vez com queda de 9,31% e contribuição de -0,2pp, o item tem peso maior em Brasília do que em outras regiões. Uma possível explicação para essa redução diz respeito ao feriado de 7 de setembro, que ocorreu em um sábado. Gasolina e etanol apresentaram elevação, porém, não suficientes para equilibrar o efeito das passagens aéreas.

Gráfico 2 – IPCA – Variação mensal (%) e contribuição (pp) de cada grupo – Brasília/DF – setembro de 2019

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

O segundo grupo com maior contribuição negativa, Alimentação e bebidas, registrou redução de 0,47% no índice e impacto de -0,10pp. Esse resultado advém de redução de preços nos produtos de alimentação no domicílio, como cenoura, mamão e tomate. Os subitens de maior contribuição, negativa ou positiva, podem ser encontrados na Tabela 1.

Tabela 1 –  IPCA – 10 maiores e menores contribuições (pp) e respectivas variações mensais (%) por subitens – Brasília – setembro de 2019

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

O IPCA de Brasília acumula em doze meses, 2,11%. Com isso, o IPCA de Brasília volta a registrar inflação abaixo do limite inferior, de 2,75%, do intervalo da meta de inflação perseguida pelo Banco Central em nível nacional (4,25%). Esse movimento tem refletido o desempenho econômico moderado da economia do Distrito Federal, com pouca margem para modificar preços. A trajetória de queda também pode ser vista no resultado do IPCA do Brasil, que fechou o mês com 2,89%. Em 12 meses, os grupos que se destacam em termos de variação na inflação de Brasília são Artigos de residência, 4,26%, Educação, 4,17% e Alimentação e bebidas, 3,85%.

Gráfico 3 –  IPCA – Variação percentual acumulada em 12 meses – Brasil e Brasília – setembro de 2019

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre