No mês de outubro, o IPCA de Brasília variou -0,08% em relação a setembro, quando havia registrado -0,17%. Foi a quarta maior deflação entre as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE. Já o Brasil apresentou variação de 0,10%. Esse resultado fez com que a inflação acumulada no ano para Brasília recuasse para 1,72%, registrando a segundo menor variação no ano entre as regiões, enquanto o acumulado nacional ficou em 2,60%. A maior inflação mensal foi registrada em Campo Grande, 0,31%, e a menor em São Luís, -0,37%.

Gráfico 1 –Variação (%) mensal do IPCA – Brasil e Regiões Pesquisadas – outubro de 2019

 Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

O índice é resultado da contribuição negativa de dois grupos (Habitação e Alimentação e bebidas) e positiva do grupo de Transportes. Esses dois primeiros se igualaram em suas participações no mês, contribuindo com -0,11 p.p. cada no índice geral. No caso de Habitação, a variação mensal foi de -0,67%, principalmente devido à queda nos preços de energia elétrica residencial, que mais do que compensou um aumento do aluguel residencial. O grupo de Alimentação e bebidas, com queda de -0,51%, teve em suas maiores variações negativas a cebola e a batata-inglesa. Já os Transportes apontaram variação de 0,66%, devido ao aumento dos preços das passagens aéreas (10,61%).

Gráfico 1 –Variação (%) mensal do IPCA – Brasil e Regiões Pesquisadas – outubro de 2019

 Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

No caso da energia elétrica, a queda acentuada em outubro se deveu a dois fatores. O primeiro reflete a transição da bandeira tarifária vermelha patamar 1, em setembro, para a bandeira amarela, em outubro. O segundo foi o reajuste de -7,05% nas tarifas cobradas a consumidores residenciais pela Companhia Energética de Brasília (CEB), que entrou em vigor a partir do dia 22 de outubro e deve ser visível também no índice de preços de novembro.

Tabela 1 – IPCA – 10 maiores e menores contribuições (pp) e respectivas variações mensais (%) por subitens – Brasília – outubro de 2019

 Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre

O IPCA de Brasília acumula em doze meses, 1,60%. Com isso, o IPCA de Brasília volta a registrar inflação abaixo do limite inferior, de 2,75%, do intervalo da meta de inflação perseguida pelo Banco Central em nível nacional (4,25%). Esse movimento tem refletido o desempenho econômico moderado da economia do Distrito Federal, com pouca margem para modificar preços. A trajetória de queda também pode ser vista no resultado do IPCA do Brasil, que fechou o mês com 2,54%. Em 12 meses, os grupos que se destacam em termos de variação na inflação de Brasília são Educação, 4,13%, Vestuário, 3,45% e Alimentação e bebidas, 3,04%, assim como Transportes, -1,98%.

Gráfico 3 –  IPCA – Variação percentual acumulada em 12 meses – Brasil e Brasília – outubro de 2019

Fonte: IBGE/ Elaboração: Codeplan/Gecon-Nupre