• O IPCA-15 no Distrito Federal apresentou deflação de -0,66% em maio, quinto menor valor entre as regiões pesquisadas e ligeiramente acima do Brasil, cuja variação foi de -0,59%.
  • No acumulado no ano, a variação no Distrito Federal foi de -0,61%, terceiro menor resultado para as regiões pesquisadas.
  • O grupo de Transportes (-4,28%) apresentou a maior contribuição negativa, enquanto Saúde e cuidados pessoais (0,63%) e Alimentação no domicílio (0,57%) foram os grupos que apresentaram maior inflação no período.
  • A Gasolina, com queda de -9,21% em seus preços, é novamente o maior contribuinte para o resultado no mês.

Gráfico 1: IPCA-15 – Variação mensal e acumulada no ano (%) – Brasil e regiões pesquisadas – Maio de 2020

Fonte: Elaboração própria com base em dados do IBGE.

O IPCA-15, índice de preços simétrico ao IPCA, porém com período de coleta entre o dia 15 de cada mês, apresentou, no Distrito Federal, deflação de -0,66% em maio. Este foi o quinto menor valor entre as regiões pesquisadas, após a economia local apresentar o segundo menor valor em abril. Quanto ao índice acumulado do ano, a região teve a terceira menor inflação. Já o Brasil apresentou deflação de -0,59%, o menor resultado desde o início do Plano Real, até então a menor taxa havia sido registrada em setembro de 1998, quando o índice registrou -0,44%.

A deflação observada no Distrito Federal foi resultado principalmente da contribuição negativa do grupo Transportes, que sozinho foi responsável por -0,94 p.p. dado a queda de -4,28% registrada no mês. Já quanto as variações positivas os grupos Alimentação e bebidas e Saúde e cuidados pessoais apresentaram inflação no mês, de 0,63% e 0,57% respectivamente (contribuição de 0,09 p.p. cada).

Gráfico 2: IPCA-15 – Variação (%) e contribuição (p.p.) por grupo – Distrito Federal – Maio de 2020

Fonte: Elaboração própria com base em dados do IBGE.

Dentro dos Transportes, o principal destaque foi a importante queda no preço da Gasolina (-9,26%), que contribuiu com -0,61 p.p. no índice geral, acompanhado também pela queda na Passagem aérea (-24,58%, e -0,33 p.p.). A queda na gasolina é consoante com a observada no mês de abril e foi reflexo da instabilidade do setor, que, pela primeira vez na história, viu preços negativos em contratos de petróleo nos Estados Unidos. Já as passagens aéreas com suas quedas mostram a dificuldade do setor em meio à uma pandemia global e fechamento de fronteiras internacionais.

Além da deflação observada no grupo de transportes, o único grupo a também apresentar deflação foi o de Vestuário, variação negativa de -0,39%, porém com uma contribuição de apenas -0,02 p.p. Os grupos Saúde e cuidados pessoais e Alimentação e bebidas que apresentaram as maiores contribuições positivas foram afetados pela variação em: Produtos farmacêuticos (1,84%), Tubérculos raízes e legumes (6,78%), Leites e derivados (3,41%) e Plano de saúde (0,6%). Tais aumentos demonstram os efeitos da pandemia nos hábitos de consumo e uma maior preocupação com a saúde ou mesmo gastos com enfermidades.

Tabela 1 – IPCA-15 – Maiores contribuições (p.p.) e suas respectivas variações (%), por subitem – Distrito Federal – Maio de 2020

Fonte: Elaboração própria com base em dados do IBGE.

Tabela 2 – IPCA-15 – Maiores contribuições (p.p.) e suas respectivas variações (%), por item – Distrito Federal – Maio de 2020

Fonte: Elaboração própria com base em dados do IBGE.