Resumo

  • O IPCA-15 do Distrito Federal se elevou em 0,67% no mês de novembro de 2020.
  • As principais contribuições positivas vieram dos grupos de Transporte (+0,36 p.p.) e de Alimentação e bebidas (+0,26 p.p.).
  • Na capital, a Gasolina figurou entre as maiores contribuições positivas (+0,19 p.p.).
  • No acumulado no ano, Brasília (DF) registrou alta de 2,40%, enquanto o Brasil observou um percentual de 3,13%.

Gráfico 1- IPCA-15: Variação mensal e acumulada no ano (%) – Brasil e regiões pesquisadas – novembro de 2020

Fonte: IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/CODEPLAN.

O nível de preços praticados em Brasília (DF) se elevou em 0,67% no mês de novembro de 2020, de acordo com os resultados do IPCA-15 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse índice, que é considerado uma prévia do IPCA devido a diferenças no período de coleta das informações, mostra que a inflação local é a quinta mais baixa entre as regiões pesquisadas, ficando atrás de Recife (+0,31%), Rio de Janeiro (+0,46%), Salvador (+0,63%) e Fortaleza (+0,66%). A inflação da capital federal ficou abaixo da registrada a nível nacional, que foi de 0,81% no mês de referência.  

No acumulado entre janeiro e novembro, a inflação de Brasília (DF) registrou alta de 2,40%, enquanto o Brasil observou um percentual de 3,13%. O resultado nacional ainda se encontra abaixo do centro da meta de inflação estipulada pelo Banco Central para o ano de 2020, que é de 4,00%, mostrando que ainda há espaço para que o governo trabalhe algumas políticas de estímulo econômico.  

O resultado mensal da inflação da economia distrital reflete as contribuições positivas verificadas nos grupos de Transporte, que adicionou 0,36 pontos percentuais (p.p.) ao índice geral de novembro, e de Alimentação e bebidas, cuja alta acrescentou 0,26 p.p., conforme mostrado no Gráfico 2. As variações negativas no mês foram muito tímidas – juntos, os grupos Saúde e cuidados pessoais (-0,03%) e Habitação (-0,11%) contribuíram com apenas -0,01 p.p. no índice geral.

Gráfico 2: IPCA-15: Variação (%) e contribuição (p.p.), por grupo de produtos – Distrito Federal – novembro de 2020

Fonte: IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/CODEPLAN.

Os itens que colaboraram para esse comportamento são apresentados na Tabela 1. Nela é possível perceber que a alta observada nos serviços de transporte se deve a uma elevada contribuição dos Combustíveis e do Transporte público, cujas variações mensais positivas de 2,71% e 3,30% implicaram em contribuições de 0,19 p.p. e 0,10 p.p. para o índice geral, respectivamente. Ainda dentro desse grupo, o Veículo próprio (+0,06 p.p.) foi um vetor adicional de inflação no mês. Já a alta no grupo de alimentos está bastante relacionada ao comportamento dos preços das Carnes (+0,12 p.p.) e dos Cereais, leguminosas e oleaginosas (+0,05 p.p.).

Tabela 1 – IPCA-15: Maiores contribuições (p.p.) e suas respectivas variações (%), por item – Distrito Federal – novembro de 2020

Fonte: IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/CODEPLAN.

Em termos de subitens, o principal vetor inflacionário é a Gasolina, com variação de +2,83% (+0,19 p.p.), em função dos preços internacionais do petróleo. A Passagem aérea, muito afetada pelas medidas de combate à pandemia, também se destaca ao apresentar alta de 13,80% em seus preços (+0,13 p.p.) após chegar a acumular queda de 57,38% de janeiro a agosto. Esse movimento pode estar atrelado a um menor nível de exigência de isolamento social, o que tem estimulado novas viagens. De acordo com os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de passageiros do transporte aéreo apresentou crescimento nos meses de setembro (39,5%) e outubro (34,1%), demonstrando uma sucessiva alta da demanda e, consequente, pressão sobre os preços. 

Tabela 2 – IPCA-15: Maiores contribuições (p.p.) e suas respectivas variações (%), por subitem – Distrito Federal – novembro de 2020

Fonte: IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/CODEPLAN.

Novamente, o Arroz também encontra-se entre os produtos com contribuição positiva para o IPCA-15 do mês. A desvalorização do Real frente ao Dólar e seu consequente estímulo às exportações, continuam colaborando para uma oferta interna comprimida, o que favorece a alta dos preços.