Resumo

  • O IPCA-15 do Distrito Federal se elevou em 0,65% no mês de dezembro de 2020.
  • As principais contribuições positivas vieram dos grupos de Alimentação e bebidas (+0,29 p.p.), Transportes (+0,17 p.p.) e Habitação (+0,10 p.p.)
  • Na capital, a Passagem aérea voltou a figurar entre as maiores contribuições positivas (+0,21 p.p.), esse movimento pode estar atrelado a um aumento sustentado da demanda por voos.
  • No acumulado no ano, Brasília (DF) registrou alta de 3,07%, enquanto o Brasil observou um percentual de 4,23%.

Gráfico 1- IPCA-15: Variação mensal e acumulada no ano (%) – Brasil e regiões pesquisadas – dezembro de 2020

Fonte: IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/CODEPLAN.

O nível de preços praticados em Brasília (DF) se elevou em 0,65% no mês de dezembro de 2020 (Gráfico 1), de acordo com os resultados do IPCA-15, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse índice, que é considerado uma prévia do IPCA devido a diferenças no período de coleta das informações, mostra que a inflação local é a mais baixa entre as regiões pesquisadas, tanto no mês quanto no acumulado no ano (variação de +3,07%).

Assim, a inflação da capital federal ficou abaixo da registrada a nível nacional, que foi de 1,06% no mês de referência.  No acumulado no ano de 2020, a inflação no Brasil registrou alta de 4,23%, se encontrando entre o centro da meta de inflação estipulada pelo Banco Central para o ano, que é de 4,00%, e seu limite superior, de 5,50%.

O resultado mensal da inflação da economia distrital reflete predominantemente as contribuições positivas verificadas nos grupos de Alimentação e bebidas,que adicionou 0,29 pontos percentuais (p.p.) ao índice geral de dezembro, de Transportes, cuja alta acrescentou 0,17 p.p., e de Habitação, que contribuiu com 0,10 p.p. Foram observadas contribuições negativas, porém pouco intensas, nos grupos de Comunicação, Saúde e cuidados pessoais e Vestuário, somando -0,06 p.p. entre os três.

Gráfico 2: IPCA-15: Variação (%) e contribuição (p.p.), por grupo de produtos – Distrito Federal – dezembro de 2020

Fonte: IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/CODEPLAN.

Os itens e subitens que colaboraram para esse comportamento são apresentados nas Tabela 1 e 2. Nelas é possível perceber que a alta observada no grupo de Alimentação e bebidas foi provocada pela alta de 4,83% nas Carnes (+0,08 p.p.) e em subitens como a Refeição (+0,06 p.p.) e o Arroz (+0,03 p.p.), esse último com nova alta no mês de dezembro (+7,20%) – o grão acumula inflação de 78,58% no ano. A desvalorização do Real frente ao Dólar e seu consequente estímulo às exportações continuam colaborando para uma oferta interna comprimida, o que favorece a alta dos preços.

Quanto aos Transportes, o resultado de dezembro se deveu a uma elevada contribuição do Transporte público, cuja variação mensal positiva de 6,50% implicou em uma contribuição de 0,21 p.p. para o índice geral, amenizada parcialmente pela queda nos preços dos Combustíveis (-0,49%), em particular da Gasolina (-0,62% ou -0,04 p.p.). Essa alta veio principalmente da variação de 19,84% na Passagem aérea (+0,21 p.p.),  o que pode estar atrelado a um menor nível de exigência de isolamento social, o que tem estimulado novas viagens, bem como o maior número de feriados e a proximidade das festas de final de ano em novembro e dezembro.

Tabela 1 – IPCA-15: Maiores contribuições (p.p.) e suas respectivas variações (%), por item – Distrito Federal – dezembro de 2020

Fonte: IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/CODEPLAN.

Finalmente, a alta no grupo Habitação é explicado pela inflação de 4,13% na Energia elétrica residencial (+0,10 p.p.). Esse comportamento ocorre devido à mudança da bandeira tarifária de energia elétrica para vermelho em dezembro após se manter em verde o ano inteiro como medida de fomento econômico durante a pandemia do coronavírus.

Tabela 2 – IPCA-15: Maiores contribuições (p.p.) e suas respectivas variações (%), por subitem – Distrito Federal – dezembro de 2020

Fonte: IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/CODEPLAN.