RESUMO

  • O volume de vendas no comércio varejista ampliado do Distrito Federal subiu 6,9% em maio de 2021 em relação a abril, já ajustado pela sazonalidade do período.
  • No acumulado em 12 meses, a capital acumula leve alta de 0,7% no seu volume de vendas.
  • Oito segmentos, dos dez pesquisados pelo IBGE, apresentaram alta na variação mensal em maio de 2021.
  • Na variação mensal, os Tecidos, vestuários e calçados destacaram-se pelo crescimento de 308,6% em relação a maio de 2020. No acumulado em 12 meses, o segmento aponta variação de -7,4%.
  • No Brasil, o comércio varejista ampliado apresentou, em maio de 2021, alta de 26,2% na variação do mês contra mesmo mês do ano anterior e alta de 6,8% no acumulado em 12 meses.

Tabela 1 – Volume de vendas do comércio varejista ampliado – Indicadores selecionados (%) – Brasil e Distrito Federal – março de 2021 a maio de 2021

Fonte: PMC/IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan

Variação no mês

O volume de vendas do comércio varejista ampliado da capital federal subiu 6,9% em maio de 2021 contra o mês anterior, considerando a sazonalidade do período. O percentual se deve, entre outros fatores, aos avanços da vacinação em conjunto às diminuições das restrições contra o avanço da Covid-19 no DF. O desempenho nacional ficou abaixo do distrital em maio, uma vez que o Brasil verificou, na mesma base de análise, uma alta de 3,8%, semelhante ao registrado no mês anterior, como é visto na Tabela 1.

Quando a comparação é feita ante ao mesmo mês do ano anterior, o resultado é expressivo, com variação positiva de 20,8%. Isso se deve, em parte, ao grande impacto sofrido com os meses iniciais da pandemia e suas incertezas que deprimiu bastante o comércio no mês de maio de 2020. No acumulado do ano, o comércio da capital federal registra alta de 3,9%.

Vale ressaltar que os resultados de maio continuam refletindo as diminuições das medidas restritivas reforçadas desde o início do ano para combater a pandemia, o que ajudou o resultado positivo do comércio varejista ampliado, novamente. Além disso, com o avanço do programa nacional de imunização e o relaxamento das restrições, a tendência é que haja uma melhora gradual do desempenho econômico da região, como foi visto nos meses de abril e maio de 2021.

Desempenho em 12 meses

No acumulado em 12 meses, com o bom desempenho do mês de maio, o Distrito Federal reverteu a queda do comércio varejista ampliado e registrou uma variação de 0,7%. Esse é o primeiro resultado positivo do indicador desde o mês de abril de 2020, quando registrou 0,5%.

No Brasil, o resultado acumulado entre junho de 2020 e maio de 2021 mostrou um crescimento de 6,8%, evidenciando que o país conseguiu reverter as perdas totais observadas ao longo de 2020.

Fonte: PMC/IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan

Atividades comerciais

A análise detalhada por atividade comercial mostra que oito segmentos, dos dez pesquisados pelo IBGE, apresentaram expansão no volume de vendas em maio de 2021.

O grande destaque de alta é do segmento de Tecidos, vestuários e calçados que cresceu 308,6% em relação a maio de 2020. No acumulado em 12 meses, o segmento apresenta queda de 7,4%. Mesmo com um expressivo resultado mensal em maio de 2021, já vindo de um mês de abril de 2021 em que registrou 1.542,0%, as quedas mensais desde o início da pandemia (março de 2020) ainda impactam no resultado em 12 meses.

Logo atrás, aparece o segmento de Livros, jornais, revistas e papelaria com alta de 129,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Resultado positivo não se manteve na comparação em 12 meses, registrando variação de -27,8% para o mês de maio de 2021.

O segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico apresentou alta de 102,3% em relação a maio de 2020. Com isso, esse segmento reverte as perdas no acumulado em 12 meses, registrando variação positiva de 7,2% no volume de vendas.

Outros segmentos registraram alta no mês de maio, como Móveis e Eletrodomésticos (57,3%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (30,7%), Veículos, motocicletas, partes e peças (27,7%), Material de construção (22,9%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (16,6%).

Entre os destaques negativos, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registraram o pior resultado mensal (-20,0%) na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Logo em seguida, Combustíveis e lubrificantes registraram queda de 2,3% em comparação a maio de 2020.

Na variação acumulada em 12 meses, o segmento de destaque é o de Moveis e Eletrodomésticos (64,7%), seguido por Material de construção (20,3%). Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,2%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,2%) encerraram os segmentos que obtiveram variação positiva nessa comparação.

Fonte: PMC/IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan

A Pesquisa Mensal de Comércio é realizada pelo IBGE e busca analisar o desempenho conjuntural do comércio varejista. O comércio varejista ampliado agrega ao grupamento do varejo propriamente dito o comércio de Veículos e motos, partes e peças e de Material de construção. Todos os dados apresentados têm como fonte o IBGE.