Resumo

  • O nível de atividade do setor de Serviços do Distrito Federal cresceu 3,7% em maio de 2021 em relação a abril, na série dessazonalizada. No Brasil, a expansão foi de 1,2% na mesma base de comparação.
  • No acumulado em 12 meses, porém, o resultado ainda é de retração de 7,4% do volume de serviços distrital, enquanto o Brasil apontou queda de 2,2%.
  • Os Serviços prestados às famílias (+44,6%), com sua segunda variação positiva após 20 meses de queda, e os Transportes (+159,3%) tiveram as principais altas em relação a maio de 2020.
  • As atividades turísticas da capital federal apresentaram crescimento de 49,3% em relação a abril de 2021. No Brasil, a expansão foi de 18,2%.

Tabela 1 – PMS – Volume de vendas no setor de serviços, por indicador – Distrito Federal e Brasil – maio de 2021 (%)

Fonte: PMS/IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan

Variação no mês

O nível de atividade do setor de serviços do Distrito Federal apresentou expansão de 3,7% em maio de 2021 quando comparado ao mês anterior e descontada a sazonalidade do período. É a terceira variação positiva mensal em 2021, de forma que a capital federal apontou, pela primeira vez desde o início da pandemia na capital federal em março de 2021, crescimento no indicador acumulado no ano, variando +0,5%.

Quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, o resultado de maio é ainda mais positivo, apresentando expansão de 27,0% – a maior variação para o DF nessa base de comparação na história da pesquisa, iniciada em 2012. O elevado percentual se deve em parte, no entanto, a significativa contratação experimentada pelo setor em função das medidas adotadas de combate à disseminação da Covid-19 na capital federal.

O Brasil registrou uma variação positiva no mês de maio em relação a abril de +1,2% no indicador dessazonalizado, abaixo do resultado apontado para o Distrito Federal. Na comparação com maio de 2020, o comportamento também é de expansão, porém novamente inferior à observada na capital federal, apresentando variação de +23,0%.

Desempenho em 12 meses

Apesar do bom resultado em maio, a capital federal ainda sente os efeitos prolongados da pandemia sobre o setor de serviços locais, acumulando queda de 7,4% entre junho de 2020 e maio de 2021. Apesar de elevada, destaca-se que essa contração é a menor observada no indicador desde agosto de 2020 (período de setembro de 2019 a agosto de 2020), quando apenas seis meses da análise eram relativos a meses marcados pela pandemia.

Essa retração mostra que o setor de serviços da capital do país sofreu mais com a pandemia que a maioria dos estados, uma vez que o resultado em 12 meses findos em maio de 2021 para o Brasil foi de -2,2%. Destaca-se aqui o fato que o ritmo de vendas dessa atividade econômica no DF se encontra em uma trajetória de queda desde o final de 2019, evidenciando que a performance ruim do setor não se deve exclusivamente à conjuntura atual de pandemia, mas foi por ela intensificada.

Gráfico 1 – Volume de vendas do setor de serviços – Variação mensal e acumulada de 12 meses (%) – Distrito Federal – Janeiro de 2017 a maio de 2021

Fonte: PMS/IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan

Segmentos de serviços

Discriminando o desempenho do setor por segmentos de serviço, verificou-se que, em maio de 2021, todos os segmentos de serviços apresentaram crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior pela primeira vez desde janeiro de 2016.

Os maiores crescimentos foram observados nos Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com variação de +159,3%, e nos Serviços prestados às famílias, com crescimento de 44,6%, a segunda variação positiva.

Os Outros serviços (+25,2%), Serviços de informação e comunicação (+6,4%) e Serviços profissionais, administrativos e complementares (+2,9%) fecham as variações positivas de maio.

No indicador acumulado de 12 meses, porém, o resultado ainda é predominantemente negativo. Apenas os Outros serviços apontam crescimento nessa base de comparação, expandindo 4,6% entre junho de 2020 e maio de 2021. Os Serviços prestados às famílias ainda sentem o longo período de contração e acumulam queda de 32,3% em 12 meses, com retrações menores sendo observadas nos Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-12,8%), nos Serviços profissionais, administrativos e complementares (-9,1%) e nos Serviços de informação e comunicação (-5,1%).

Gráfico 2 – PMS – Volume de vendas no setor de serviços, por atividade de serviço e indicador (%) – Distrito Federal – Maio de 2021

Fonte: PMS/IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan

Serviços de turismo

No Distrito Federal, as atividades turísticas apresentaram importante alta de 49,3% em relação a abril. Já, a nível nacional, a variação também foi positiva, porém menos intensa, com crescimento de 18,2% no volume dessas atividades. Com as incertezas sobre a evolução da pandemia, as famílias ainda não recuperaram plenamente a confiança em realizar turismo no país, enquanto o elevado desemprego compromete a renda disponível para consumo dessa atividade. Dessa forma, no acumulado em 12 meses, o resultado no Distrito Federal ainda é de -29,7%, e no Brasil, -33,5%.


A Pesquisa Mensal de Serviços é realizada pelo IBGE e abrange empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. Todos os dados apresentados têm como fonte o IBGE.