Resumo

  • O volume de vendas no comércio do Distrito Federal caiu 12,8% em março de 2021 em relação a fevereiro, já ajustado pela sazonalidade do período.
  • No acumulado em 12 meses, a capital acumula queda de 6,5% no seu volume de vendas.
  • Quatro segmentos, dos dez pesquisados pelo IBGE, apresentaram crescimento na variação mensal em março de 2021.
  • Na variação mensal, os Móveis e eletrodomésticos destacaram-se pelo crescimento de 55,6% em relação a março de 2020. No acumulado em 12 meses, o segmento aponta variação de +46,7%.
  • No Brasil, o comércio varejista ampliado apresentou, em março de 2021, alta de 10,1% na variação do mês contra mês do ano anterior e queda de 1,1% no acumulado em 12 meses.

Tabela 1 – Volume de vendas do comércio varejista ampliado – Indicadores selecionados (%) – Brasil e Distrito Federal – janeiro de 2021 a março de 2021

Fonte: PMC/IBGE. Elaboração: GECON/DIEPS/CODEPLAN.

Variação no mês

O volume de vendas do comércio varejista ampliado da capital federal caiu em março de 2021, apresentando variação de -12,8% contra o resultado do mês anterior (Tabela 1), considerada a sazonalidade do período. O percentual se deve, entre outros fatores, à declaração de Lockdown no DF, em 1º de março, de forma que as restrições impostas para conter o avanço do coronavírus trouxeram incertezas e limitaram o consumo normal da população. O desempenho nacional ficou acima do distrital em março, uma vez que o Brasil verificou, na mesma base de comparação, uma queda menos intensa, de 5,3%.

Quando a comparação é feita com março de 2020, o resultado distrital é o oposto, com variação positiva de 1,9%. Isso se deve, em parte, de a capital ter enfrentado uma intensa retração também no ano passado em função das medidas adotadas de combate a pandemia, o que reduziu bastante a base de comparação e, consequentemente, intensificou a alta nessa base de comparação. No acumulado do 1º trimestre do ano, o comércio da capital federal acumula queda de 7,0%.

Vale ressaltar que os resultados de março refletem as restrições ao funcionamento do comércio que vigoraram, praticamente, durante todo o mês, ajudando a reduzira oferta, principalmente em bares e restaurantes, limitados a funcionarem apenas no sistema delivery. No lado da demanda, houve uma soma de fatores que contribuíram para esse resultado, como o isolamento social reforçado, a interrupção do pagamento do auxílio emergencial e o desemprego, todos contribuindo para reduzir o poder de compra das pessoas. Esses fatores foram fundamentais para o acentuado resultado negativo das vendas no Distrito Federal.

Desempenho em 12 meses

No acumulado em 12 meses, o Distrito Federal apresenta desempenho fraco no comércio varejista ampliado desde o início da pandemia de Covid-19 em março de 2020. O resultado de março de 2021 foi de -6,5%, ainda em tendência de baixa, mas com resultado melhor comparado ao mês anterior (-7,5%).

No Brasil, o resultado também é de contração das atividades comerciais, porém de forma menos intensa. A variação acumulada em 12 meses a nível nacional foi de -1,1% em março de 2021.


Atividades comerciais

A análise detalhada por atividade comercial mostra que quatro segmentos, dos dez pesquisados pelo IBGE, apresentaram crescimento no volume de vendas em março de 2021.

O grande destaque de alta é do segmento de Móveis e eletrodomésticos que cresceu 55,6% em relação a março de 2020, influenciada principalmente pelas vendas de Eletrodomésticos (+78,5%). No acumulado em 12 meses, o segmento apresenta resultados positivos desde junho de 2020, e fechou, em março de 2021, com variação de 46,7%.

Logo atrás aparece o segmento de Veículos, motocicletas, partes e peças com alta de 35,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Resultado positivo que não se manteve na comparação em 12 meses (-13,6%).

O segmento de Material de construção também apresentou expansão em março (+31,7%) em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse segmento teve suas operações interrompidas por pouco tempo durante o período da pandemia, e, por causa do aumento da procura por serviços de construção, tiveram sua demanda aquecida. Com isso, o resultado no acumulado em 12 meses também é positivo (+13,5%).

Em seguida, os Artigos farmacêuticos (3,2%)fecham as variações positivas do mês de março de 2021 comparado a março de 2020. Esse resultado positivo também é visto na comparação em 12 meses, com uma pequena alta de 2,8%.

Na contramão dos resultados acima, as maiores quedas na comparação com o mesmo mês do ano anterior foram registradas no segmento de Tecidos, vestuários e calçados (-62,5%) e Combustíveis e lubrificantes (-31,8%). No acumulado em 12 meses o segmento de Livros, jornais, revistas e papelaria (-41%) e Tecidos, vestuários e calçados (-30,4%) apresentaram os piores resultados.

Por último, houveram quedas na comparação com o mesmo mês do ano anterior também nos segmentos restantes como Outros artigos de uso pessoal (-13,9%), Equipamentos e matérias para escritório (-17,9%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios e fumo (-22,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-22,8%).


A Pesquisa Mensal de Comércio é realizada pelo IBGE e busca analisar o desempenho conjuntural do comércio varejista. O comércio varejista ampliado agrega ao grupamento do varejo propriamente dito o comércio de Veículos e motos, partes e peças e de Material de construção. Todos os dados apresentados têm como fonte o IBGE.


Última atualização: 07/05/2021