Resumo

  • O volume de vendas do comércio varejista ampliado do Distrito Federal apresentou queda de -18,7% em março de 2020 em relação a fevereiro, na série dessazonalizada. No Brasil, a variação foi de -13,7%.
  • No índice acumulado em 12 meses, o resultado do Distrito Federal ainda é positivo, com alta de 3,0%. Já o Brasil aponta alta de 3,3% no indicador.
  • As atividades de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e de Artigos farmacêuticos foram as únicas a apresentar alta no mês, segurando uma contração maior do indicador.

Variação no mês

O volume de vendas do comércio varejista ampliado do Distrito Federal apresentou queda de -18,7% em março de 2020, quando comparado com mês anterior e descontada a sazonalidade do período. O resultado é consequência da paralisação de diversas atividades econômicas no início do mês como forma de combate à propagação do novo coronavírus, levando a uma queda de -11,3% no indicador em relação ao mesmo mês do ano anterior. Assim, o Distrito Federal acumula, no primeiro trimestre de 2020, queda de -1,3% no seu volume de vendas do comércio varejista ampliado.

Uma análise do cenário nacional permite perceber que os efeitos das restrições econômicas impactaram também as vendas dos estados, levando a uma variação em março de -13,7% em relação a fevereiro, no indicador dessazonalizado, do volume de vendas do comércio varejista ampliado brasileiro.

Desempenho em 12 meses

No indicador acumulado em 12 meses, o Distrito Federal ainda apresenta variação positiva no seu volume de vendas, com alta de 3,0%. Esse resultado é consequência de variações mensais (em relação aos mesmos meses do ano anterior) positivas apresentadas pela capital do país desde abril de 2019, sustentando um resultado positivo em março apesar da contração apresentada no mês. O resultado para o Brasil foi semelhante, com alta de 3,3%.

Atividades comerciais

A análise das vendas de março por atividade explica o índice geral negativo. Das 10 atividades pesquisadas pelo IBGE, apenas duas apresentaram variação positiva em março em relação ao mesmo mês do ano anterior: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (14,3%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (21,8%). Os resultados expressivos nesses dois setores refletem a maior demanda por bens alimentícios e medicamentos face à realidade imposta pelo novo coronavírus e pelo fato de serem atividades que não foram suspensas por serem consideradas essenciais.


A Pesquisa Mensal de Comércio é realizada pelo IBGE e busca analisar o desempenho conjuntural do comércio varejista. O comércio varejista ampliado agrega ao grupamento do varejo propriamente dito o comércio de Veículos e motos, partes e peças e de Material de construção. Todos os dados apresentados têm como fonte o IBGE.

Última atualização: 13/05/2020