Resumo

  • O nível de atividade do setor de Serviços do Distrito Federal cresceu 5,2% em julho de 2020 em relação a junho, na série dessazonalizada. No Brasil, a expansão foi de 2,6% na mesma base de comparação.
  • No acumulado em 12 meses, porém, o resultado é de retração de 6,9% do volume de serviços distrital, enquanto o Brasil aponta queda de 4,5%.
  • Os Serviços prestados às famílias foram os que mais sofreram os efeitos negativos da atual conjuntura e apresentaram uma variação negativa de -56,4% em relação a julho de 2019.
  • Os indicadores mostram que os serviços da capital do país se encontram em uma trajetória de contração desde 2019, que foi intensificada pelas restrições comerciais impostas pela pandemia.

Variação no mês

O nível de atividade do setor de Serviços do Distrito Federal apresentou um crescimento de +6,6% em junho de 2020, quando comparado com o mês anterior e descontada a sazonalidade do período. Na mesma base de comparação, tal volume cresceu +5,0% no Brasil. Este crescimento indica a reação dos setores de serviço após as medidas de reabertura parcial serem tomadas. Porém, a economia do Distrito Federal ainda opera em níveis inferiores ao observados antes do início da pandemia, tendo sido registrado uma queda de -14,3% no mês de junho ante o mesmo período do ano de 2019.

O nível de atividade do setor de serviços do Distrito Federal apresentou expansão de 5,2% em julho de 2020, quando comparado com o mês anterior e descontada a sazonalidade do período. É a segunda variação positiva consecutiva do indicador após quatro meses de retração, apontando indícios de aquecimento do setor de serviços local conforme as restrições econômicas impostas pela pandemia passam a se tornar menos intensas.

Apesar do crescimento do indicador em relação a junho, essas restrições explicam porque, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, verificou-se uma retração de 14,8% do volume de serviços distrital, de forma que no ano a capital do país acumulou queda de 9,7% em seu volume de serviços em relação ao mesmo período de 2019.

O Brasil como um todo registrou uma variação positiva no mês de julho em relação a junho de 2020 de +2,6% no indicador dessazonalizado, abaixo do resultado apontado para o Distrito Federal. Na comparação com julho de 2019, porém, sua retração é menor do que a observada na capital, apesar de ainda intensa, apresentando variação de -11,9%.

A expectativa é de que o nível de atividade, tanto do setor de serviços do Distrito Federal quanto do nacional, apresente alguma recuperação ao longo do segundo semestre do ano, conforme as medidas de distanciamento social e paralisação econômica continuem a se tornar mais brandas, dadas suas influências negativas sobre o consumo das famílias e o nível de atividade econômica local.

Desempenho em 12 meses

Tendo em vista o comportamento do setor de serviços de agosto de 2019 a julho de 2020 no Distrito Federal, observou-se uma retração de 6,9%. A variação acumulada em 12 meses até julho reflete o fato do ritmo de vendas dessa atividade econômica se encontrar em uma trajetória de contração desde agosto de 2019, evidenciando que a performance ruim do setor não se deve exclusivamente à conjuntura atual de pandemia, mas foi por ela intensificada. Essa constatação mostra que a capital do país apresenta resultados piores do que os nacionais, uma vez que o resultado em 12 meses findados em julho de 2020 para o Brasil foi de -4,5%.

Segmentos de Serviços

Discriminando o desempenho do setor por segmentos de serviço, verificou-se que, no Distrito Federal, a categoria Outros serviços foi a única que apresentou variação positiva em julho de 2020 em relação ao mesmo mês do ano anterior, com crescimento de 4,7%. Entre os demais segmentos, o destaque negativo do período é os Serviços prestados às famílias, que tiveram uma variação negativa de -56,4%, ilustrando o quão sensível a categoria é aos efeitos da paralisação econômica local, assim como o impacto da pandemia sobre serviços turísticos e agências de viagens.

Os serviços de Transporte, serviços auxiliares aos transporte e correio, Serviços profissionais, administrativos e complementares e Serviços de informação e comunicação tiveram quedas de 39,7%, 11,7% e 4,2%, respectivamente, no mesmo período de comparação.

O indicador acumulado em 12 meses, por sua vez, mostra novamente os Outros serviços como a única categoria a apontar crescimento no período (+4,2%). Nesse indicador, a variação dos Serviços prestados às famílias é de -24,6%, apresentando trajetória decrescente ao longo de todo 2020, intensificada a partir do início das medidas de restrição comercial de março.


A Pesquisa Mensal de Serviços é realizada pelo IBGE e abrange empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. Todos os dados apresentados têm como fonte o IBGE.

CNAEs pesquisadas

Última atualização: 11.09.2020