No segundo trimestre de 2019, a inflação em Brasília avançou em relação ao observado no primeiro trimestre do ano – 0,85% ante 0,80%. O comportamento mostra-se dentro dos padrões das demais regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Alguns itens como Alimentos e bebidas (-0,62%) passaram a mostrar retrações em seus preços, em muito por questões sazonais. As pressões que têm sido constantes no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) são dos preços da gasolina (2,89%) e de passagens aéreas (8,78%). Porém os destaques do trimestre são itens de Habitação: enquanto a energia elétrica registrou queda no trimestre (-0,6%), a taxa de água e esgoto subiu 6,3% devido a reajustes e, concomitante, os valores de aluguéis residenciais, com 2,0% de variação, começam a mostrar tendência de alta, possivelmente um reflexo do aquecimento do mercado imobiliário neste início de ano.

No acumulado em doze meses, a inflação de Brasília mostrou redução e atingiu 2,91%, abaixo do centro da meta perseguida pelo Banco Central e da inflação nacional, de 3,37%.  A expectativa do mercado é que a inflação no Brasil encerre 2019 em 3,82%, próximo ao valor projetado no início do ano e abaixo do centro da meta definida em 4,25%.[1] Como os núcleos seguem comportados e existe capacidade ociosa na economia, a inflação não deve ser um vetor de preocupação neste ano.

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – – Brasil e regiões – junho de 2019.

Elaboração: Codeplan com dados do IBGE

[1]   Boletim FOCUS do Banco Central do Brasil – Mediana das expectativas do mercado – 12 de julho de 2019.