Resumo

  • O Distrito Federal perdeu -5.115 vagas formais de emprego em maio de 2020.
  • A capital do país encontra-se em 11º lugar no ranking de Unidades da Federação (UF) com maior fechamento de vagas formais de emprego no mês de maio.
  • Em maio, o setor mais afetado foi o de Serviços, que fechou -250.976 postos de trabalho no Brasil, sendo -4.812 apenas na capital.
  • No ano, os desligamentos superam as admissões em
    -24.418 vagas de emprego no mercado de trabalho distrital
    . No Brasil, o saldo negativo é de -1,14 milhão de vagas.

O número de desligamentos continuou a superar as admissões realizadas no Distrito Federal em maio de 2020 em -5.115 postos de trabalho. Esse dado, divulgado pela Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, mostra o terceiro mês consecutivo de resultado negativo e indica o aprofundamento dos impactos prejudiciais da pandemia do novo coronavírus sobre o mercado de trabalho local.

Gráfico 1 Evolução das admissões (+1), desligamentos (-1) e do saldo de empregos – Distrito Federal – Janeiro a maio de 2020 – Número de vagas

Fonte: CAGED/Ministério da Economia. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan.

Devido às restrições impostas ao funcionamento dos estabelecimentos comerciais e à circulação de pessoas, houve redução do ritmo de atividade da economia distrital e, com isso, muitos estabelecimentos fecharam, dispensando funcionários, e os que permaneceram funcionando não tiveram incentivo a novas contratações devido à pouca demanda, diminuindo a contratação de novos trabalhadores.

Esse comportamento, não se restringe ao Distrito Federal, mas atinge todos os estados brasileiros. De acordo com o Gráfico 2, a capital do país encontra-se em 11º lugar no ranking de Unidades da Federação (UF) com maior fechamento de vagas formais de emprego no mês de maio. São Paulo (-103,98 mil postos), Rio de Janeiro (-35,95 mil postos) e Minas Gerais (-33,69 mil postos) são os estados que tiveram maiores perdas no mercado de trabalho. No Brasil, foram fechadas -331.901 vagas.

Gráfico 2 Comparativo do saldo do mercado de trabalho – Estados brasileiros – Maio de 2020 – Número de vagas

Fonte: CAGED/Ministério da Economia. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan.

O setor que apresenta o maior saldo negativo no Distrito Federal continua sendo o de Serviços (-4.812 vagas), estimulado pelas perdas de postos de trabalho das atividades de Comércio (-1.655 vagas), Alojamento e alimentação (-1.505 vagas), Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (-635 vagas) e Educação (-396 vagas).

Percebe-se que esses segmentos produtivos guardam uma importante característica comum, todos, com exceção da cadeia produtiva de alimentos, tiveram as suas atividades suspensas ou sujeitas a regras de funcionamento no início da crise de saúde pública.

Tabela 1 – Saldo das admissões (+1) e desligamentos (-1) formais, por setor de atividade econômica – Brasil e Distrito Federal – Maio de 2020

Fonte: CAGED/Ministério da Economia. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan.

Os postos de trabalho extintos no setor de Serviços representam 94,1% do saldo negativo registrado pelo Distrito Federal em maio de 2020. Esse percentual torna-se ainda mais relevante para entender a magnitude do impacto da Covid-19 sobre as atividades distritais uma vez que se verifica que esse segmento é responsável por mais de 90% da economia local. Nesse sentido, é possível afirmar que o mercado de trabalho distrital foi prejudicado em quase sua totalidade.

No entanto, nota-se que alguns poucos segmentos lograram um saldo positivo no mês de maio. São eles os serviços de Saúde Humana e Serviços Sociais (+117 vagas), os de Informação e Comunicação (+68 vagas), Eletricidade e Gás (+26 vagas), Construção (+17 vagas) e Organismos internacionais (+4 vagas).

Acumulado do ano

Considerando o período entre janeiro e maio de 2020, o saldo entre as admissões (+1) e os desligamentos (-1) mostra o fechamento de -24.418 vagas de emprego no ano corrente. Essa situação é preocupante pelo fato de que aquelas pessoas que não conseguem se recolocar no mercado de emprego sofrem uma redução significativa de seu poder de compra e, em consequência disso, diminuem o seu consumo. Por sua vez, a menor demanda compromete o processo de recuperação econômica e gera problemas sociais. No país, nos cinco primeiros meses de 2020, já foram extintos mais de 1,14 milhão de postos de trabalho formais.