• O Distrito Federal criou 4.282 postos de trabalho em novembro de 2020.
  • Serviços (+4.083 vagas) e Indústria (+321 vagas)apresentaram saldos positivos, enquanto a Agropecuária fechou 122 postos de emprego formal.
  • Em novembro, o segmento de Comércio foi o destaque na criação de vagas de trabalho (+2.558 empregos).
  • No ano, os desligamentos ainda superam as admissões em
    10.222 vagas de emprego
    no mercado de trabalho distrital.   O Distrito Federal fica atrás apenas do Rio de Janeiro (- 133.754 vagas)  e do Rio Grande do Sul (-19.532 vagas)

O Distrito Federal registrou a criação de 4.282 vagas de emprego formal em novembro de 2020, o quinto resultado positivo consecutivo de acordo com os dados divulgados pela Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia. Conforme mostrado no Gráfico 1, a melhora do mercado trabalho local iniciou-se em julho de 2020 e tem se sustentado desde então, revertendo parcialmente os efeitos negativos provocados pelas medidas de combate à disseminação do novo coronavírus na capital federal.

A recuperação, apesar de contínua, tem se revelado lenta. Uma possível explicação para a demora do mercado de trabalho em apresentar números mais expressivos de admissões está na incerteza quanto aos rumos da economia distrital, enquanto o nível de desemprego elevado tem inibido o crescimento da demanda.

Gráfico 1 – Evolução das admissões (+1), desligamentos (-1) e do saldo de empregos – Distrito Federal – janeiro a novembro de 2020 – número de vagas

Fonte: Novo Caged/Ministério da Economia. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan.

Novamente, o setor de Serviços foi o que apresentou o maior saldo positivo, 4.083 novas vagas em novembro de 2020. O resultado do mês foi impulsionado pelo segmento de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, que se destacou ao criar 2.558 postos formais de emprego na capital federal e pode estar refletindo as contratações temporárias para ampliar o atendimento na época de festas de fim de ano, além de refletir a ampliação do horário de funcionamento e capacidade de atendimento dos estabelecimentos da capital .

Tabela 1 – Saldo das admissões (+1) e desligamentos (-1) formais, por setor de atividade econômica – Brasil e Distrito Federal – novembro de 2020

Fonte: Novo Caged/Ministério da Economia. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan.


Estimulado pelo saldo positivo do segmento de Indústria de Transformação, com acréscimo de 277 postos de trabalho, as admissões da Indústria superaram os desligamentos em 321 vagas. O único segmento a apresentar saldo negativo no setor, porém diminuto, foi o de Eletricidade e gás (-4 vagas). A Agropecuária fechou 122 postos de trabalho com carteira assinada, resultado que pode estar atrelado à finalização do período da colheita na região.

Acumulado do ano

Como resultado do desempenho positivo, porém brando, a capital do país figura dentre as Unidades da Federação que ainda não reverteram as perdas ocasionadas pela pandemia. De acordo com o Gráfico 2, o Distrito Federal acumula saldo negativo de 10.222 vagas no mercado formal de emprego entre janeiro e novembro de 2020. Esse valor só não é maior que os registrados no Rio de Janeiro (-133.754) e no Rio Grande do Sul (-19.532). No Brasil, foram criadas 227.025 vagas no mesmo período.

Gráfico 2 – Saldo entre admissões (+) e desligamentos (-) acumulado no ano – Distrito Federal e estados brasileiros – janeiro a novembro de 2020 – número de vagas

Fonte: Novo Caged/Ministério da Economia. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan.

Isso demonstra que as expectativas de que o mercado de trabalho distrital tem um longo caminho a percorrer para o seu completo restabelecimento mantém-se e as perspectivas devem melhorar conforme a população local recuperar o seu poder de compra e as restrições impostas à economia forem extintas.