Resumo

  • O Distrito Federal criou 3.238 vagas formais em fevereiro de 2021. No Brasil, o saldo líquido positivo foi de 401.639 postos de trabalho.
  • O setor de Serviços puxou a alta no mês com a abertura de 2.296 novas vagas.
  • Em fevereiro de 2021, destacaram-se os segmentos de Administração pública (+1.073 vagas) e de Comércio (+1.060 vagas).
  • No acumulado entre janeiro e fevereiro de 2021, o DF possui um saldo positivo de 7.316 vagas. No Brasil, esse valor é de mais de 659 mil vagas.

Em fevereiro de 2021, as admissões superaram o número de desligamentos ocorridos no Distrito Federal, resultando em uma criação líquida de 3.238 vagas de trabalho formal. Esse é o segundo resultado positivo consecutivo do ano, mostrando que, após o ajuste sazonal ocorrido no mês de dezembro de 2020 (-1.413 vagas), o mercado de trabalho continua em uma trajetória de recuperação. O ritmo, no entanto, ainda é lento. O saldo observado em fevereiro de 2021 é quase a metade do gerado no mesmo mês do ano anterior (+ 6.355 vagas). No Brasil, o saldo positivo do mês de fevereiro é de 401.639 postos de trabalho com carteira assinada, valor que é 78,0% superior ao observado no mesmo mês do ano anterior.

Gráfico 1 – Evolução das admissões (+1), desligamentos (-1) e do saldo de empregos – Distrito Federal – fevereiro de 2020 a fevereiro de 2021 – número de vagas

Fonte: Novo CAGED/Ministério da Economia. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan

Em termos de segmentos, percebe-se que o setor de Serviços, o único a terminar o ano de 2020 com saldo negativo de vagas formais de emprego, foi o responsável pela abertura líquida do maior número de postos de trabalho em fevereiro de 2021 (+ 2.296 vagas). Esse comportamento foi impulsionado, principalmente, pelo bom desempenho dos segmentos de Administração pública, que apresentou saldo positivo de 1.073 vagas, e de Comércio (+ 1.060 vagas).  

Tabela 1 – Saldo de empregos (admissões – desligamentos), por setor e segmento produtivo – Brasil e Distrito Federal – fevereiro de 2021 – número de vagas

Fonte: Novo CAGED/Ministério da Economia. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan

O setor industrial observou a criação líquida de 669 vagas. O resultado reflete, majoritariamente, o bom desempenho do Construção na capital federal, segmento no qual as admissões superaram as demissões em 507 vagas. A atividade de Indústria da Transformação, por sua vez, observou a criação líquida de 176 vagas, enquanto os segmentos de Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos e Descontaminação (+ 12 vagas), de Indústria extrativa (+ 2 vagas) e o de Eletricidade e Gás tiveram contribuições mais modestas para o resultado. A Agropecuária, por sua vez, registrou saldo positivo de 273 vagas em fevereiro de 2021. Esse valor é 29,4% acima do resultado observado em fevereiro de 2020 (+211 vagas).

Acumulado do ano

Considerando o período entre janeiro e fevereiro de 2021, o saldo entre as admissões (+1) e os desligamentos (-1) mostra a abertura de 7.316 vagas de emprego na capital federal. Esse resultado é essencial para mitigar os efeitos negativos observados ao longo de 2020 sobre o mercado de trabalho. No período analisado, o setor de Serviços foi responsável por abrir 62,9% do total, o que equivale à um saldo positivo de 4.601 vagas. A Indústria geral e a Agropecuária também trazem bons resultados com a criação líquida de 2.347 e de 368 postos de trabalho, respectivamente.

Tabela 2 – Saldo de empregos (admissões – desligamentos), por setor e segmento produtivo – Brasil e Distrito Federal – Acumulado entre janeiro e fevereiro de 2021 – número de vagas

Fonte: Novo CAGED/Ministério da Economia. Elaboração: GECON/DIEPS/Codeplan

A nível nacional, o padrão se repete. O Brasil apresentou saldo positivo de 659.780 vagas no acumulado do ano, tendo como principal motor o bom desempenho do setor de Serviços (+ 330 mil vagas). Indústria (+ 272 mil vagas) e Agropecuária (+ 56 mil vagas) reforçam o resultado.